| Não tenho mais coração, não tenho mais alma... Apenas vivo |

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    The Cliff of Suicide

    Terça-feira, Novembro 27, 2007



    A Mulher da Noite
    ..Quando eu era pequeno, a minha familia estava aumentando e papai decidiu comprar uma casa maior. Ele acabou encontrando uma que servia para os nossos padões. O preço era barato e logo nos mudamos para la. Nós meninas ganhamos um grande quarto. na primeira noite, quando eu rezava escutei a porta se abrir. Pensei que fosse mamãe, mas não! Era uma mulher desconhecida! Com medo, acordei minhas irmãs. A mulher nos olhava e fazia sinal para que a seguíssemos. Nanci, minha irmã mais nova, não se conteve e começou a chorar. Então, a mulher desapareceu. Mamãe nos tranquilizou dizendo que foi um pesadelo, mas naquela noite não consegui mais dormir. Na noite seguinte, a aparição voltou... mas não acordei as minhas irmãs para não assustá-las. Mesmo com medo, comecei a seguir a mulher pelo caminho que ela indicava. Quando chegamos ao porão, ela apontou para uma das paredes... então, desapareceu novamente. Contei tudo no café da manhã, mas meus pais não ligaram! Ninguém acreditava em mim. Mas, poucos dias depois, minha tinha Ivete teve a mesma visão! Logo, todos na casa viram a mesma mulher, que sempre apontava para o mesmo local. Desconfiado, papai mandou derrubar a parede! Então foi encontrado um esqueleto dentro da parece! Papai chamou imediatamente a polícia! Logo foi preso o antigo dono da casa! Ele era suspeito de ter matado a esposa, mas ninguém podia provar. pois o corpo jamais fora encontrado! Papai resolveu vender a casa! O fantasma não voltou mais, mas mesmo assim ninguém da família queria mais continuar morando lá.


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    Domingo, Novembro 11, 2007


    o que é real?

    Tudo era dor,dor e medo.Ela se esgueirava pelos corredores escuros do que um dia fora sua casa; ela evitava olhar as paredes manchadas de sangue e pisar nos pedaços de pele espalhados pelo chão.Todos estavam mortos, sim, mortos,mutilados e com seus pedaços espalhados na casa inteira ou, ainda pior, na barriga de algum morto-vivo.Chegando ao seu antigo quarto, não pode evitar as lágrimas ao ver o bercinho ensangüentado. Ela se deixou cair no chão, chorou por um longo tempo. Os arranhões em seu corpo ardiam, ela sentia um estranho gelar nas veias.Fraca e enjoada, ela se arrastou até a cama imunda e se encolheu dormindo.

    Acordou com o ruído das criaturas subindo a escada. Não estava mais com medo, estava com ódio.Sua mão tocou a barra de ferro debaixo da cama, seus olhos felinos brilharam no escuro e seus pés mal tocaram o chão antes que ela acertasse o primeiro morto-vivo. Na cabeça,destruindo-o. O segundo levou a barra no pescoço,foi decapitado; o terceiro sentiu a barra atravessar seu peito e logo depois a cabeça.Ela apenas deixava o sangue espirrar,nada mais importava,tudo que amava estava destruído. Mesmo depois que nenhum deles se mexia, ela continuava batendo e batendo.Quando a raiva passou, ela sorriu,bateu a barra de leve numa das mãos dizendo:

    - Mais...Mais... Quando percebeu estava na rua,batendo em todos que via pela frente, ela queria apenas bater,bater e matar.Nem percebeu que seu corpo se modificava, cada vez mais frio, cada vez mais morto, enquanto o sorriso louco tomava conta de seu rosto permanentemente e uma única palavra saía de sua boca.

    - Mais...Mais...


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    Sexta-feira, Agosto 31, 2007



    Arranhões na porta e crianças rindo


    Esta história realmente aconteceu. Mais uma vez nós íamos para a fazenda do pai do meu tio. Um lugar lindo de dia, mas assustador a noite, por causa das árvores, que pareciam comer a casa. Sempre fazíamos brincadeiras de assustar, eu e meus primos, só para colocar medo. Um certo dia, estávamos vendo um filme na televisão, se me recordo bem eram duas horas da manhã, quando ouvimos passos do lado de fora da casa. Ficamos quietos em silêncio e abaixamos um pouco o som da televisão. Eram realmente passos, só que soavam estranho, como se tivessem eco (lembro perfeitamente). Minhas primas faziam gestos para que nós subissemos a escada. Quando menos esperamos, os passos se aproximaram, junto com risadas de crianças (não havia crianças lá, só meus primos), até hoje sonho com os risos estridentes e demoniacos. De repente, um baque na porta. Estávamos estarrecidos, quando alguma coisa começou a arranhar a porta, fazendo um som como o de um porco, realmente foi assustador, não parava, era seguido, tenebroso. Era a gota d´água, levantamos do sofá ao mesmo tempo e saímos correndo escada a cima. Estávamos abobalhados. Esta noite ninguém dormiu, ficamos acordados só com uma lanterna acesa no nosso quarto. O que seria aquilo? A partir desse dia, nunca mais duvidei, de assombrações, fantasmas e outras coisas mais.


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    Segunda-feira, Julho 09, 2007





    A Maldição da Vida Eterna
    Sentado sobre a fria lápide daquele túmulo, no cemitério, durante a fria noite de outono, o Demônio, diante de mim, contou-me a seguinte história. "Logo após existir o Céu e o Inferno, presenciei a vida do homem sob a Terra, desde os tempos mais remotos e imemoriais, ele -- o homem --, buscou de várias maneiras, com feitiços e poções milagrosas, a dádiva da Vida Eterna, que até hoje, nunca fora alcançada por qualquer mortal. Dádiva que somente Deus e Eu -- o próprio Demônio -- podemos conceder-lhe tal poder." "Certa meia-noite, um homem veio à mim, pediu-me com toda cordialidade que lhe desse o poder da Vida Eterna. Em troca de tal, ele me daria sua alma. Certos segundos, permaneci calado, espantado. Nenhum ser mortal, em toda minha longínqua vida, me fez tal proposta. Quando a aceitei. O pacto estava feito, sua alma em troca do imortal poder. Quando o homem me falou: - Como o Demônio é idiota! Vou lhe enfrentar, e jamais morrerei. Serei o verdadeiro Demônio, serei mais perverso e mal que você! Após tantas injúrias, nada fiz. Pois minha vingança seria, lenta, eterna, e mais perversa do que ele poderia imaginar" "Certo dia, quando este mesmo homem passava pelas ruas da cidade moderna, fiz com que um caminhão o atropelasse violentamente. O homem, estendido no asfalto quente, com as costelas esmagadas, os braços quebrados, encharcado pelo sangue que lhe jorrava pelas veias dilatadas e pelos brutais ferimentos, ainda se mexia. Realmente ele tinha o poder da Vida Eterna. Ao se levantar grotescamente do chão, já cercado por inúmeros, espantados e curiosos mortais, o homem começou a caminhar sem rumo, sendo rejeitado por todos que cruzavam-lhe o caminho. Sangue brotava de feridas abertas que lhe predominavam a pele, apresentando a todos um aspecto extremamente horrendo, sem poder sequer falar, apenas gemer em agonizante dor. Até parecia ser coisa do Demônio, sussuravam baixo os mortais curiosos, rejeitado por todos, coberto pelo próprio sangue, o homem sofria, eternamente em profunda dor, mas sem morrer jamais."


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